Quem sou eu

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MINI CURRÍCULO Coordenadora Pedagógica da Rede Municipal de São Paulo Graduada pela Universidade Paulista-UNIP, Pós Graduada em Docência do Ensino Superior, Educação Infantil e Gestão escolar - ISE Vera Cruz. EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS Formadora da DRE de Itaquera Educação Infantil e Informática educativa Formadora no Ponto de Cultura FAFE-USP (Oficina-Documentação Pedagógica-Tecnologias a Favor da Educação) Formadora no programa ADI Magistério - formação de professores- Fundação Vanzoline Professora de educação infantil e ensino fundamental I e de oficinas de arte no ensino fundamental II- Escola Tecnica Walter Belian

trabalho no CEI Jd Matarazzo

Semeando em novo chão

Estou começando a construir um novo capítulo da minha história profissional com um novo grupo; Novos parceiros na luta por uma educação melhor para nossos pequenos. Há muito já sabemos que uma educação de qualidade só se faz a partir da reflexão permanente sobre nossos saberes e fazeres .
Eis a razão e a proposta deste espaço:
Servir para partilhar um pouco do nosso trabalho e convidar um grupo a pensar, a construir, ressignificar, conceber, conceituar juntamente com seus pares as respostas possíveis para as muitas inquietudes que permeiam nosso oficio.
Que não dá a outros o mérito de pensar sobre nossa docência, posto que desejamos ser mais do que meros “fazedores” do nosso oficio.

Conhecendo as histórias e as pessoas

Quem chega, precisa saber ouvir antes de dizer.
Precisa conhecer as histórias, as pessoas, seus sonhos, seus desejos e suas necessidades.
Não se pode chegar com a arrogância de quem vem para ensinar desconsiderando o saber do outro, mas com a humildade de quem veio pra aprender junto.
Não se deve invadir quintais tal qual um desbravador errante. É preciso conquistar seu espaço, ser aceito.
Quem chega precisa pedir pra entrar na brincadeira ou acaba virando “café com leite”.
Cheguei há pouco no CEI Jardim Matarazzo.
Logo que chegamos a um novo lugar é latente o nosso desejo de sermos bem acolhidos, bastante comum também, é percebermos a insegurança e expectativa do grupo com relação a nossa chegada.
Se havia algo que minha experiência já tinha me ensinado, era a respeitar a história dos lugares e das pessoas.
Minha crença irrefutável na gestão democrática pedia ouvir, antes de qualquer coisa, as necessidades e desejos e expectativas daquele grupo.
Aquele era um momento de “chegança”.
Qualquer plano de ação precisa considerar histórias e sonhos das pessoas daquele lugar, considerar as necessidades e fragilidades do CEI, estabelecer relações de parceria, e principalmente ser aceita pelo grupo, pois sem uma relação de “pertencimento” nenhum trabalho seria possível. 


O coordenador pedagógico

 Independente do que eu já conhecesse ou não sobre a historia da Unidade e da grupo, o papel do coordenador pedagógico nas Unidades está posto:

“Buscar o fortalecimento da proposta pedagógica e a qualificação das práticas educativas da Unidade e a socialização do trabalho educativo do CEI com a comunidade visando uma maior compreensão das famílias quanto aos princípios e propósitos desse segmento, a valorização dos educadores e o fortalecimento das relações de parceria e convivência”

Para tanto, os momentos de formação continuada dos professores configuram-se em importantes espaços de reflexão, essenciais para a constituição profissional, o aprimoramento e refinamento das ações educativas, o fortalecimento do trabalho coletivo e a construção e o fortalecimento da proposta pedagógica da unidade.
A reflexão é condição maior para a qualificação das práticas educativas, pois só ela permite buscar uma maior coesão entre as intenções e ações docentes, nos subsidia na análise dos processos de aprendizagens e nos instrumentaliza no replanejamento das ações educativas.

Somente a partir desta reflexão sobre nosso fazer é que se poderá romper com o vazio de intencionalidade e propósito e trocar o mero procedimento pela real prática educativa.

É importante garantir que nossos encontros de formação sejam espaços de discussão coletiva que deem conta de levar esse educador a reconhecer-se como profissional reflexivo, um sujeito autor que cria e recria suas ações a partir das reflexões sobre seus fazeres, na busca pela coerência entre suas intenções e ações docentes.
Algumas certezas sobre o processo formativo já me foram possíveis construir ao longo dos últimos anos e serão estes os balizadores e norteadores do meu trabalho formativo com esse grupo.
Os horários de formação nas unidades ainda conservam um caráter teórico descolado das situações do dia a dia dos educadores, limitando-se muitas vezes apenas a leituras de textos teóricos, estratégia que pouco se reflete ou ressignifica as práticas dos educadores.
É preciso ressignificar esses instantes garantindo que possam ser uma ponte real e efetiva entre os saberes e fazeres dos educadores para tanto, precisam propiciar reflexões a partir dos seus legítimos anseios, dúvidas e experiências.
E é assim que essa nova história se inicia!

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