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MINI CURRÍCULO Coordenadora Pedagógica da Rede Municipal de São Paulo Graduada pela Universidade Paulista-UNIP, Pós Graduada em Docência do Ensino Superior, Educação Infantil e Gestão escolar - ISE Vera Cruz. EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS Formadora da DRE de Itaquera Educação Infantil e Informática educativa Formadora no Ponto de Cultura FAFE-USP (Oficina-Documentação Pedagógica-Tecnologias a Favor da Educação) Formadora no programa ADI Magistério - formação de professores- Fundação Vanzoline Professora de educação infantil e ensino fundamental I e de oficinas de arte no ensino fundamental II- Escola Tecnica Walter Belian

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Acolhimento dos educadores

A chegada dos professores

Considerações pessoais:

Os professores estão retornando para o trabalho na Unidade e estamos nos organizando para recebê-los.
Normalmente, estes seriam dias destinados as discussões coletivas de avaliação do trabalho do ano anterior e estabelecimento das metas de trabalho e propostas para o ano vigente. Porém essas discussões já foram feitas com e pelo grupo durante os últimos meses de 2011. Assim, visando atender algumas solicitações do grupo, consideramos  organizar nossos primeiros encontros trazendo como focos  do trabalho para estes dias:

·      O acolhimento dos educadores
·        O planejamento de ações da Unidade para o acolhimento das crianças e famílias.
·        Preparação para a reunião de apresentação dos educadores e famílias (que será feito na forma de uma oficina )
·        A organização dos espaços para a chegada das crianças
·        Reunião com a gestão e os outros equipamentos do CEU


Dia 01/02/2012  Primeira encontro com os educadores

Objetivos:
• Acolher bem os educadores.
• Estabelecer vínculos afetivos entre os educadores recém chegados e os que já trabalhavam na unidade educacional.
• Oportunizar à todos, vivências de ser acolhido com carinho e respeito

Desenvolvimento do encontro:

Considerações pessoais: Considerando a importância do investimento nas relações de convivência, parceria e companheirismo e no desejo de desenvolver o sentimento de pertença no grupo, preparamos uma recepção acolhedora para os nossos profissionais.

Uma faixa de boas vindas

A decoração dos nossos espaços



Um café bem quentinho , pães e bolos e suco


Foi bom vê-las chegando felizes por estar de volta. Um reencontro marcado por  muitos abraços, beijos, e histórias para contar...

Preparamos ainda uma surpresa para cada funcionário do CEI : 
Um quadro com o significado do nome de cada um, suas principais qualidades e características...



...e um cartão que apostava na importância de todos e de cada um na construção de um verdadeiro trabalho de equipe

Conversamos um pouco sobre a proposta, organização e encaminhamentos dos primeiros dias.



Tal qual elas nos solicitaram, decidimos no primeiro dia  reservar um tempo  para  elas se organizarem, conversarem com seus novos parceiros de trabalho  e ajeitarem seus espaços .

Para subsidiar as intervenções no espaço, no mês de janeiro compramos uma grande quantidade de materiais (tule, tecidos, argolas, e outros materiais solicitados pelo grupo).

Dia 02/02/2012  Primeira encontro das famílias com os educadores


Também por solicitação do grupo, organizamos uma reunião de apresentação com as famílias ainda antes da chegada das crianças.
Porém, essa será uma reunião diferente: no formato de uma oficina.
Assim o pensamos, por conta de algumas iniciativas de um grupo de professores no ano de 2011, que organizaram encontros com as famílias nesse formato e colheram resultados muito interessantes no que se refere a integração e parcerias estabelecidas.
Pensamos em uma oficina de customização das agendas das crianças o que, simbolicamente já seria um investimento em um elemento importante de comunicação entre professores, Unidade e famílias.

Com a ajuda dos ATEs, preparamos kits para cada sala  com vários materiais que poderiam ser usados pelas famílias para encapar/decorar a agenda das crianças


Nosso propósito para esse encontro é desconfigurar um modelo de reunião escolarizado do tipo: “Senta que eu vou te dizer como a escola funciona” e no lugar disso, favorecer uma relação de maior proximidade, cumplicidade e parceria entre os profissionais da Unidade e os familiares.
Preparamos impressos para todas as agendas que serão compartilhados nesse dia com as famílias .
Os professores prepararam o espaço para esse encontro:

Desde o cuidado com as listas de presença, tudo foi pensado com o maior carinho:
Logo, nossas famílias começaram a chegar e tudo o que desejávamos era que ali começasse uma história de parceria, cumplicidade e carinho. Porém, sabíamos também que não basta desejar. É preciso garantir ações que contribuam para transformar aquilo que desejamos em realidade de fato.

O encontro foi muito bom!
Falar, ouvir e ser ouvido, acolher e ser acolhido, estar e ser junto é o que marca uma relação de parceria como a que queremos construir com as famílias por aqui.
Crianças, familiares e professores todos juntos como deve ser.

Só quem assume o compromisso de  ser espaço de voz e de escuta...

      
é que pode colher os frutos de “ser junto”.



 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Preparando a Unidade para receber professores, crianças e famílias

Neste ano, eu não tirei férias em janeiro e durante esse período, juntamente com a equipe dos ATEs, organizamos os espaços do CEI para que eles traduzissem melhor as relações que esperamos que sejam estabelecidas entre o grupo esse ano.

A secretaria,


e a sala dos professores foram cuidadosamente decoradas:


 Um ambiente agradável,organizado com equipamentos (computadores, DVD, Tv e impressoras) acessíveis a todos

Com materiais e livros acessíveis para leituras, consultas e pesquisa dos educadores e imagens em transparências  nos vidros (na forma de vitrais) contando a trajetória da educação infantil

Nossos espaços foram organizados para que refletissem o nosso desejo de receber bem o grupo e que pudessem contar, a quem chegasse, a idéia de que eram esperados com carinho. Que pudessem contar que aquele, era um espaço de formação que valoriza os profissionais, a leitura, a pesquisa e as interações .

 
Organizamos os ambientes, recuperamos brinquedos, otimizamos espaços,  buscando sempre viabilizar o melhor trabalho possível para os adultos e crianças.




Garantimos listas no corredor e identificação das crianças e dos professores em cada sala para facilitar a entrega das crianças nos primeiros dias

Teremos um primeiro encontro com as famílias, ainda antes da chegada dos professores, para falar um pouco dos princípios e propósitos do CEI, dar as boas vindas à todos e para marcar uma bela relação de parceria que (esperamos), esteja apenas começando. Pois sabemos que uma boa relação entre todos é o que de melhor podemos oferecer para nossos pequenos.

Saibam mais sobre esse encontro:
http://ceiwaltinho.blogspot.com/2012/01/nosso-primeiro-encontro-com-as-familias.html

 e aguardem o registro dos próximos encaminhamentos para o acolhimento da equipe.




sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Orientações didáticas: Planejando a Contação de histórias e o Reconto

O que o professor precisa saber e fazer para organizar uma situação de contação de história ?

A história é uma narrativa que se baseia num tipo de discurso oral calcado no imaginário de uma cultura.

O contador sem o livro tem mais liberdade de acentuar emoções, modificar o enredo segundo as reações da criança e maior pode ser  disponibilidade para trabalhar sua voz e seu gesto o que ajuda em situações com os pequenos bem pequenos e pode ajudar a introduzi-los no universo da leitura de histórias.

Por meio delas podemos enriquecer as experiências infantis, desenvolvendo diversas formas de linguagem, ampliando o vocabulário, formando o caráter, desenvolvendo a confiança na força do bem, proporcionando a ela viver o imaginário.

Além disso, as histórias estimulam o desenvolvimento de funções cognitivas importantes para o pensamento, tais como a comparação (entre as figuras e o texto lido ou narrado) o pensamento hipotético, o raciocínio lógico, pensamento divergente ou convergente, as relações espaciais e temporais (toda história tem princípio, meio e fim ) Os enredos geralmente são organizados de forma que um conteúdo moral possa ser inferido das ações dos personagens e isso colabora para a construção da ética e da cidadania em nossas crianças. Cláudia Marques Cunha Silva

Algumas Orientações para planejar uma boa contação de historia:

Podemos destacar algumas orientações básicas para contar histórias:


1.     Escolha histórias cujo tema faça parte do universo infantil (que despertem o interesse das crianças)

2.     Incentive as crianças diariamente, contando pequenas histórias sem mesmo ter o livro nas mãos.

3.     Use entonação de voz atraente, sem exageros, faça suspense, faça drama, se emocione, expresse sua opinião sobre o tema e dê oportunidade para que a criança também apresente sua opinião.

4.     Enriqueça a narração com ruídos (onomatopéias) como miau! Au! Au! . Evite cacoetes como: aí... então... entenderam... não é?

5.     Use recursos gestuais para enriquecer a contação.

6.     As crianças adoram que se conte a mesma história varias vezes. Se preciso, repita as histórias para que as crianças possam apropriar-se delas 

7.     Pense em locais para além da sala para contra histórias, ambientes diferenciados como num gramado, debaixo de uma arvore, tornam o momento mais agradável . O importante é garantir que todas as crianças estejam confortáveis e possam visualizar o professor

8.    Conheça o texto da história, o ideal é que conte a história com suas próprias palavras. Para isso é importante que ele preparar-se para apresentar a história, principalmente se for fazer uso de objetos, caixas de história, fantoches ou qualquer outro apoio para a contação.

9.     Crie suspense  sobre a história a ser contada, despertar a curiosidade em seus alunos para envolve-los

10.  Preserve a atenção das crianças no local em que a história está sendo contada. (muito barulho, pessoas estranhas interrompendo, etc.).

11.  Envolva as crianças e buscando a participação delas fazendo questionamentos de forma que elas possam interagir com a história que está sendo contada.



O que o professor precisa saber e fazer para organizar uma situação de reconto?
 

 

O reconto é a possibilidade da criança expressar-se oralmente , organizar o pensamento apoiada por uma história já conhecida . No reconto as ideias da criança fundem-se a história, permitindo que ela crie , pense e sinta numa espécie de “faz de conta literário”

  No reconto as crianças podem mudar partes da história, inventar novos desfechos, criar misturando suas idéias ao contexto da narrativa.

Algumas orientações para planejar uma boa situação de reconto:

1.    Sente-se no nível das crianças e se dispor a ouvir com atenção sua narrativa evitando de interrompe-la porém apoiando-a se e quando necessário.

2.    Estimule a criança a recontar a história que ouviu; Se preciso disponibilize apoio para o reconto ( Ex: as imagens do livro)

3.    Oportunize situações para que todas as crianças possam contar historias sem  forçar ninguém.

   4.  Respeite as diferentes formas das crianças elaborarem suas narrativas.

Orientações didáticas: Planejando uma Roda de Leitura



O que o professor precisa saber e fazer para ler para crianças pequenas?

Ler é diferente de contar histórias para as crianças, porém ambas experiências são muito importantes para os pequenos.
Além disso, quem lê para uma criança não lhe transmite apenas o conteúdo da história; promovendo seu encontro com a leitura, possibilita-lhe adquirir um modelo de leitor e desenvolve nela o prazer de ler e o sentido de valor pelo livro.

Orientações para planejar uma boa situação de leitura:

1.    Antes de mais nada, acredite que as crianças aprendem e se desenvolvem com essa situações.

As experiências de leitura pelo professor possibilita às crianças, uma oportunidade para a ampliar seu repertório e conhecer muitas histórias, contos e textos diversos, além da aprendizagem de comportamentos leitores permitindo que elas construam uma rede de significados que  as auxiliará a compreender melhor as estruturas da leitura e da escrita.


2.    Observe as relações que as crianças estabelecem com o livro e a leitura mesmo muito antes de saberem ler.

Há muitas coisas que as crianças podem aprender sobre a leitura mesmo antes de saber ler:
Que nos livros tem histórias
Que é preciso virar as pagina do livro para ler as partes da história  e que existe um sentido correto para se virar paginas e ler.
Que a história não está só nas figuras, mas numa porção de “risquinhos” que aparecem no papel, por isso é possível  ler mesmo as histórias que não tem figura.
Que quando a gente conta a história pode mudar as palavras mas que quando se lê é sempre igualzinho.
Que a linguagem que usamos para escrever/ ler é diferente da que usamos para falar e é possível perceber as crianças apropriando-se  discursivamente das estruturas convencionais da linguagem escrita tal qual elas aparecem nos diferentes textos (“era uma vez” ,”levou-a ao jardim”) mesmo sem nunca tê-los lido convencionalmente, mas com uma intimidade que só é possível a quem é oportunizado este contato através de leituras constantes e do uso social da leitura e escrita.

3 Goste do que vai ler

Encantar-se para encantar as crianças pois que a condição básica para formação de um leitor é o prazer pela leitura. 

4 Crie situações diárias de leitura com e para as crianças

A regularidade é importante e fundamental na construção de uma familiaridade necessária para a construção do hábito e a apropriação das convenções da língua escrita


5. Organize esse momento da rotina planejando com intencionalidade

Pensar em um espaço acolhedor para as crianças que pode ser na própria sala num canto da sala, num tapete, ou embaixo de uma árvore . Organizá-los de forma que todos possam visualizar o professor.

È importante cuidar também para que esses momentos não sofram interrupções ( Ex:deixar avisado na porta da sala que é hora da leitura)


6. Escolha o livro antes, considerando os critérios adequados a sua intenção e as características, possibilidades e potencialidades seu grupo de crianças

Ajustar sua escolha a sua intencionalidade, cuidando para que esses critérios considerem principalmente a qualidade das obras escolhidas.

6. Conheça muito bem o texto,

 Ensaiar antes a leitura para evitar “tropeços”, utilizar a voz de forma clara e ler com boa entonação e interpretação, dando  vida a história.


Durante a leitura ele deve demonstrar atitude cuidadosa de quem lê para o outro e é referência de leitor: preocupando-se com a entonação , mostrando-se interessado, surpreso, emocionado. Também deve manter-se fiel ao texto, explicitando a diferença entre ler e contar histórias. (OCs)

7. Converse com as crianças antes e depois dos momentos de leitura

 Mostrar o livro, falar da história que será lida e porque a escolheu, citar o nome de quem escreveu/ ilustrou, explorar a capa e o título (ou até mesmo as imagens), ler na contra capa o resumo /sinopse do livro para que as crianças possam antecipar idéias sobre a história que será lida.

8. Considere a relevância de se mostrar ou não as imagens no corpo do texto

Algumas obras pedem a leitura conjunta do texto e da imagem  pois que se complementam, porém, muitas vezes  a preocupação em parar e mostrar as imagens compromete a cadência da leitura. Pensar em formas diferentes de se organizar as crianças ( atrás do leitor de frente para o livro) ou a posição do livro ( no chão no centro da roda por ex.) ou ainda considerar a organização de leitura em grupos menores pode fazer parte do planejamento do professor dependendo da sua intencionalidade. Assim como explorar antes as imagens com as crianças ou ainda combinar que elas irão imaginar as cenas da história. 

9. Respeite o texto sem simplificá-lo ou mudar as palavras ou pular trechos

Lembrando sempre que o leitor apenas empresta sua voz ao autor e, portanto, não tem permissão para alterá-lo È importante que as crianças ouçam novas.expressões e palavras que serão compreendidas dentro do contexto da leitura.  


10. Mantenha uma postura leitora que possa servir como uma referência

È importante que o professor enquanto parceiro cultural seja uma referência de leitor no qual a criança se apóia para construir significados para tanto, durante a leitura ele deve demonstrar atitude cuidadosa de quem lê para o outro se preocupando com sua postura, entonação, mostrando-se interessado e envolvido com o texto.


11. Disponibilize o livro para que o toquem, folheiem, ou até mesmo recontem a história.

Esse é um instante bem interessante para observar as crianças e as relações que estabeleceriam com o livro/ história logo depois da leitura oportunizada pelo educador.

12. Converse sobre a história

Abrir espaços para que falem sobre a leitura/ história Perguntando e (...) opinando sobre o que leu, colocando seus pontos de vista e ajudar as crianças a comentar a leitura, colaborando assim com a construção coletiva de sentidos para o texto. (OCs)


13. Oportunize que as crianças escolham outros livros para que sejam fossem lidos
 Converse com as crianças sobre outros livros e histórias. Oportunize que elas possam escolhê-los para as novas leituras. escolher uma história ou um livro também é um procedimento leitor

14. Garanta o acesso das crianças aos livros
As crianças devem ter contato direto com os livros para folheá-los e explorá-los por conta própria, por isso é importante que o professor organize um canto permanente de leitura na sala  onde elas possam ter livre acesso aos livros. Esse contato direto com o livro ( ...) possibilita não só a construção de procedimentos de manuseio desses materiais e de hábitos como também lhes permite explorar possibilidades de leitura ainda que elas não saibam ler convencionalmente: as imagens, por exemplo, informam e ajudam a antecipar muito do que será explicitado por meio das palavras.(OCs)

domingo, 11 de setembro de 2011

AUTONOMIA PARA ALÉM DA LIBERDADE CONCEDIDA

 Muitas são as situações do nosso dia a dia nas unidades que pedem uma analise atenta que possibilite reflexões e discussões a fim de refinar nossos olhares e qualificar nossas ações. 

 Escolhi falar um pouco sobre nossos instantes de alimentação numa creche  Pública (CEI) de São Paulo que atende crianças de 0 a 3 anos.

  Hoje , grande parte dos CEIs dispõe de balcões térmicos e práticas de auto serviço (ou se preferir, self-service) nos horários de alimentação. Podemos avaliar esse movimento como um avanço protagonizado pela educação infantil se considerarmos que crianças de ensino fundamental  I e II  na mesma rede, são servidos pelos adultos, comem ainda com colheres em pratos plásticos em intervalos reduzidos de 15 minutos nos entremeios das aulas.  
  No entanto, sabemos  que a implantação do Self-Service é muito mais do que uma questão de material ou reorganização dos espaços e pede trabalhar-se com os princípios que norteiam estas propostas.
 Ao mesmo tempo em que nossos “balcões térmicos” povoam nossos refeitórios, não são poucas as vezes que ainda podemos perceber os educadores servindo as crianças, escolhendo o lugar em que se sentarão, pedindo que ficassem em silêncio durante a refeição .

 Sabemos que as reais transformações passam por um longo processo de reconstruções das nossas intenções e ações docentes e que estas, são regidas por concepções enraizadas que pedem mais do que somente se alterar situações estruturais e organizacionais da nossa prática.
 É preciso continuar investindo nas discussões com o grupo para que a implantação do Self-Service no CEI não seja visto apenas como uma mudança organizacional restrita a quem e como se serve um prato. 

Ainda se faz necessário discutir com o grupo questões como:
·     Tempo de espera

·     O papel do educador em situações importantes nestes horários (planejar, observar, avaliar, intervir, mediar)

·     A importância de se considerar as diversas situações sociais e culturais de alimentação
·     O papel do educador no desenvolvimento de bons hábitos de alimentação

Mas penso que o maior dos equívocos é o olhar reducionista de acreditar que essa proposta refere-se unicamente ao deixar ou não a criança servir-se  sozinha.

Nesse sentido parece existir uma permanente confusão entre : 
Desenvolvimento Gradativo da Autonomia
X
Liberdade Concedida

O desenvolvimento gradativo da autonomia pede: 
·     Observar a criança e seus processos
·     Intervir de forma a fazê-la avançar
·     Cuidar no sentido mais profundo da concepção, preocupando-se com o bem estar do outro.

A liberdade concedida , no entanto, independe de qualquer análise e ou observação do processo.

Fica mais fácil compreender se pensarmos no exemplo: 

Espera-se que, aos cinco anos uma criança já saiba cuidar da sua higiene intima sozinha ao fazer suas necessidades. Á ela, então, é concedida a liberdade ir ao banheiro sem o acompanhamento de um adulto. 

Se tivermos o cuidado de observar esta criança poderemos talvez perceber que ela ainda precise de auxílio de um adulto para tal tarefa e essa observação pede do educador algumas intervenções para que ela possa ir construindo gradativamente essa competência. 

Uma educação infantil, que tem como princípio o EDUCAR e CUIDAR e como concepção  a construção significativas de conhecimentos a partir da relação que a criança estabeleça entre o que já sabe e aquilo que é  novo , precisa ter claro a função do educador nesse processo.

Olhar para a criança, analisar o que já sabe, pensar em que pode aprender, planejar intervenções possíveis e observar seus novos avanços, nos deixa claro nosso compromisso permanente com o processo de  desenvolvimento gradativo da autonomia de uma criança. E essa é uma postura que vai muito além de deixar ou não uma criança comer sozinha.  
LIBERDADE CONCEDIDA pede CONCEDER

DESENVOLVIMENTO GRADATIVO DA AUTONOMIA pede CONSIDERAR